Dormir pouco e mal tem consequências.

11.03.23

No Dia Mundial do Sono, analizamos até que ponto se dá a devida importância ao sono e qual o impacto do sono na saúde.

Os distúrbios do sono ameaçam a qualidade de vida de quase metade da população mundial (45%). O número de pessoas que manifestam insónias e outras doenças do sono não para de aumentar.

Em Portugal, um em cada quatro portugueses dorme pouco ou dorme mal. Por que razão o sono tem deixado de ser uma prioridade e quais são as consequências?

Não dormir as horas necessárias potência o desenvolvimento de doenças crónicas. Processos biológicos de extrema importância para a saúde acontecem durante o sono. O corpo humano repara músculos, células, reforça o sistema imunitário e produz várias hormonas diferentes indispensáveis ao bom funcionamento do organismo. E quem comanda toda esta atividade é o cérebro, e é o cérebro, que nunca dorme, quem beneficia das horas de sono.

A preservação de memorias é um dos processos mais importantes que ocorre enquanto dormimos. Durante o dia, as memorias são armazenadas no hipocampo (uma região do cérebro), mas é durante a noite que a seleção das mais importantes e estas vão ser preservadas no córtex cerebral (uma outra região cerebral).

Dormir mal tem impacto direto na saúde. A privação do sono pode provocar distúrbios mentais, aumenta o risco de demência e pode contribuir para a diminuição da imunidade, bem como para o aumento de peso e diabetes. Dormir mal tem ainda impacto direto na regulação das emoções. Irritação, afetação na tomada de decisões, pouca criatividade, dificuldade em resolver problemas são algumas das consequências.

Insónia é uma doença bastante comum. Três em cada dez portugueses têm sintomas desta doença e deve ser tratado aos primeiros sinais. A insónia crónica caracteriza-se pela dificuldade em adormecer nos primeiros 30 minutos (depois de apagar a luz) pelo menos 3 vezes por semana, de forma repetida, durante, pelo menos, 3 meses. Esta doença atinge cada vez mais jovens: cerca de 18 % adolescentes e 20 a 30% crianças em idade escolar, pondo em causa o desenvolvimento físico, intelectual e processo de aprendizagem.

A luz dos ecrãs interfere é outro fator que interfere com o sono. A luz azul inibe a produção de melatonina, a hormona que indica ao organismo que está na hora de adormecer. Assim sendo, é recomendado não usar dispositivos eletrónicos cerca de 1 hora antes de adormecer.

A Medicação para dormir, vendida em Portugal, ajuda a quantificar este problema. Entre outubro de 2021 e outubro de 2022 foram gastos cerca de 93 milhões de euros em medicamentos para dormir. São cerca de 8 milhões de euros gastos mensalmente em hipnóticos, sedativos, tranquilizantes e produtos calmantes. Portugal é um dos países da europa onde se consome mais ansiolíticos ou sedativos. Estes medicamentos necessitam de receita médica e podem prejudicar gravemente a saúde sem resolver o problema do sono. Benzodiazepinas são as mais consumidas no país e pouco atuam no processo do sono, levando a alguns outros problemas, como a demência.

Produtos mais naturais, e de venda livre são cada vez mais procurados. Há cada vez mais produtos disponíveis no mercado, que servem para mascarar o problema e não resolve-lo na sua essência.

O ser humano deveria passar um terço da vida a dormir. O corpo humano, durante uma noite, passa por vários ciclos de sono, que normalmente duram cerca de 90 min cada, nos adultos.

Cada ciclo divide-se em 4 fases:

- sono leve (quando adormecemos);

-sono pesado (onde passamos mais de 50% da noite);

-sono profundo (o mais reparador e fundamental para a recuperação física);

- sono REM (onde a atividade cerebral é mais intensa e fundamental para a estabilidade emocional).

No final destes 4 ciclos existe um micro despertar e repete-se tudo de novo. Ocorrem pelo menos 4 a 5 ciclos destes, se o período de sono for o recomendado: 7 a 8 horas.

Síndrome de apneia do sono é a doença mais comum. Manifesta-se quando a respiração é interrompida repetidamente, durante o sono, mais vezes do que o normal, ou seja, mais de cinco paragens por hora é considerado doença. Acontece quando as vias aéreas superiores colapsam e fecham. Cerca de 30% da população portuguesa adulta sofre desta doença. Ressonar não é normal.

O sono deve ser uma prioridade. Sono, Alimentação e Atividade Física são considerados os três pilares base da Saúde. Não dormir, ou não dormir bem, afeta a qualidade de vida e prejudica a saúde. Sacrificar horas de sono é um problema de saúde publica que necessitamos de combater.

 

Fonte: IQVIA XTREND, Canal Farmácia, Associação Portuguesa do Sono

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