Hipertensão Arterial - Potássio é parte da solução

17.05.22

Maio é o mês do coração e no dia 17 assinala-se o Dia Mundial da Hipertensão Arterial (HTA). 


A HTA é caracterizada pela pressão elevada que o sangue exerce sob a parede das artérias, de forma crónica. Afeta cerca de 40% dos portugueses em idade adulta e constitui um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares. Trata-se de uma doença de cariz multifatorial, com o sedentarismo e os maus hábitos alimentares como principais causas para o seu aparecimento.


Quando se aborda esta problemática, no que diz respeito à alimentação, é consensual que o consumo excessivo de sal (cloreto de sódio) representa o principal fator de risco para o aumento da pressão arterial. Neste sentido é fundamental reduzir o consumo de produtos alimentares ricos em sal (batatas-fritas, molhos pré-preparados, produtos de charcutaria, algumas variedades de queijo, azeitonas, bolachas, produtos de pastelaria,…), bem como, a redução de adição de sal na confeção dos alimentos e a sua substituição por ervas aromáticas e especiarias, que além de melhorarem o sabor dos mesmos, ainda são antimicrobianos naturais.


Portanto, não esquecendo que o sódio (Na) é o vilão da ação, impõe-se dar protagonismo ao potássio (K), tantas vezes tratado como figurante. 

O mineral potássio assume um papel de relevo na regulação da pressão arterial e podemos encontrar presente em vários alimentos tais como:
> leguminosas,
> tubérculos,
> hortícolas,
> frutas, frutos oleaginosos,
> cereais integrais e
> laticínios

 

Assim, no que diz respeito à terapêutica alimentar a dieta mediterrânica é uma excelente opção, apresentando uma razão de Na/K adequada. Bem como, a adoção de algumas estratégias que evitam a perda de potássio durante a confeção, tais como, métodos que aproveitem a água da cozedura (sopa e estufados), diminuir o tempo de confeção dos alimentos e cozinhá-los em porções maiores


Outra dica bastante útil, quando não se consegue controlar o sal adicionado à refeição, passa por consumir uma peça de fruta como sobremesa para assim otimizar o rácio Na/K (ex.: banana, kiwi, romã,…).


O sal é um vilão, sim!
Mas, o potássio pode ser parte da solução, parte, porque comportamentos isolados não resolvem o problema, é importante aliá-los a um estilo de vida saudável, com uma dieta adequada e a prática de exercício físico regular.

Valentina Vilela
Nutricionista – Cédula Prof. 3164N

Bibliografia
Aburto, N.J., Hanson, S., Gutierrez, H. (2013). Effect of increased potassium intake on cardiovascular risk factors and disease: systematic review and meta-analyses. BMJ, 346:f1378 doi: 10.1136/bmj.f1378


Direção-Geral da Saúde e Direção de Serviços de Informação e Análise. (2017). A Saúde dos Portugueses 2016. Direção Geral da Saúde. Lisboa.


Santos, A., Gregório, M., Sousa, S., Anjo, C., Martins, S., Bica, M., Graça, P. (2018). A importância do potássio e da alimentação na regulação da pressão arterial. Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável/Programa Nacional para as Doenças Cérebro-Cardiovasculares Direção-Geral da Saúde. Lisboa. ISBN 978-972-675-278-3


World Health Organization. (2012). Guideline: potassium intake for adults and children. World Health Organization (WHO). Geneva. ISBN 978 92 4 150482 9 / ISBN 978 92 4 150483 6


World Health Organization. (2013). Global action plan for the prevention and control of noncommunicable diseases 2013-2020. World Health Organization (WHO). Geneva. ISBN 978 92
4 150623 6

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